Veículo elétrico, realidade nas ruas em 1992

By | setembro 08, 2018 1 comment

Peugeot 205 exposto no salão do Automóvel, em São Paulo: preparando-se para ocupar as ruas na virada do século.

Realidade nas ruas em 1992

A Peugeot, montadora de automóveis de origem francesa, já viabilizava seus projetos de veículos com propulsão elétrica para produzi-los em série no final da década de 90.

  Naquela época a Peugeot de olho no controle das emissões veiculares e na busca de combustível alternativo, a Peugeot desenvolveu projetos de veículos com propulsão elétrica os meados da década de 80, segundo informações da empresa, a partir de 1989, ela iniciou a comercialização de protótipos de utilitários para aplicação em frotas de particulares ou de serviços municipais, com utilização especifica em centros urbanos.
   Para 1995 a Peugeot já tinha prometido o lançamento de um carro de passeio movido a eletricidade, Ele foi anunciado com o nome de Peugeot 106 e começaria ser testado em 1993, na cidade de La Rochelle, na França.
  No salão do Automóvel, que foi realizado no mês de outubro daquele ano, em São paulo, a Peugeot apresentou apresentou um de seus protótipos de veículos elétricos, o Peugeot 205. E deixou deixou claro naquela época que já tinha disposição para evoluir nessa área.
   A longo prazo, a perspectiva do Grupo Peugeot (hoje PSA) já era desenvolver um veículo elétrico para ser utilizado em estradas. A maior dificuldade para viabilizar isso já era á autonomia destes veículos, que não passavam de 100 km. Nesse sentido a Peugeot já apostava no no Programa verde, que estava desenvolvendo um veículo movido a turbina. 
  Esse veículo teria um gerador e interno, capaz de garantir maior autonomia para rodar nas estardas.     

Baterias
  Nos projetos desenvolvidos pela Peugeot desde 1989, alternava-se a utilização de baterias de chumbo e de níquel-cádmio. Naquela época, os utilitários  elétricos em circulação valiam-se das baterias de chumbo, que são livres de manutenção. A tendência, no entanto, era a expansão do uso das baterias de níquel-cádmio. Elas são 100% recicláveis e, no caso de comercialização em massa, não seriam vendidas. Os usuários alugariam as baterias do fabricante, que as substituiriam quando estivessem gastas. O fabricante procederia ao trabalho de reciclagem e recolocaria as baterias no mercado.

Motor 

  O Grupo Peugeot, agora (PSA) optou pela utilização de motores de corrente contínua em seus modelos utilitários e nos primeiros carros de passeio a serem produzidos em série. O motor de corrente contínua vale-se de uma eletrônica mais simplificada, enquanto o de corrente alternada necessita de um adaptador eletrônico mais complexo.

 Nos dois casos, o motor exigia um dispositivo eletrônico de controle, que incluía um comando que gerava e formulava as as ordens do motorista e outro que dosava a corrente que chegava ao motor. O fluxo energético  enviado ao motor pela bateria era controlado por dois dosadores de corrente. O dosador principal agia a baixo regime, na fase de crescimento de potência. O dosador de excitação permitia o controle de potência nos médios e altos regimes.
  O controle também permitia a recuperação importante da energia necessária necessária para frear. Quando o motorista freava, o controle eletrônico fazia com que o motor se tornasse um gerador, invertendo o sentido da corrente e recarregando a bateria. A segurança do funcionamento era assegurada por um disjuntor rápido e por fusíveis.



Abastecimento

  A maior dificuldade para a circulação dos carros elétricos era  em relação ao seu abastecimento, como tinha pouca autonomia, eles precisavam ser carregados constantemente, e essa recarga deveria ser feita durante, pelo menos, oito horas.
  Na França, foram desenvolvidos estudos para três tipos de postos de recarga.A primeira seria que a carga fosse feita em qualquer tomada de 16 Amperes. Outra possibilidade seriam os postos instalados em áreas de estacionamento, publico ou particular. O ponto de recarga seria dotado de uma tomada comum, de 230 volts e 16 Amperes, e um sistema para informar o usuário  sobre como proceder.
  Esses postos seriam destinados a recarregar as baterias, enquanto os carros estivessem estacionados por longos períodos, preferencialmente á noite. A preocupação com a segurança também estaria presente nesses postos, que teriam proteção contra intempéries, depredação ou erro de manipulação.
  Os postos de recarga rápida, por sua vez, seriam destinados ao fornecimento de uma recarga de emergência em um breve espaço de tempo. Os postos seriam instalados junto aos pontos de abastecimento de combustível convencionais. Eles teriam tomadas de 25 KW. Dependendo do tipo de bateria, a recarga poderia ser feita em até dez minutos, o que garantia uma autonomia de 20 km.


Grupo PSA sempre acelerando no futuro para oferecer o melhor.
   Direitos Autorais: Revista AUTOMOTIVA-EDIÇÃO DEZEMBRO DE 1992-REDATORA/JORNALISTA RESPONSÁVEL:MARLI PRADO (MTB:21.844)

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1 Comments:

Unknown disse...

Não sabia que já existia carro elétrico em 19992. Primeira vez que vejo essa matéria. Muito bom.